quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Criança tem direito a ser criança


Eu fico muito preocupada quando leio ou escuto as mães dizendo que levaram seus filhos ao Inglês, à natação, ao judô, a computação e nunca ao parquinho, ou sai com ele para brincar na rua ou a televisão ficou desligada e brincamos toda a tarde.

Parece realmente sério esta questão de criança ter tempo para brincar. Digo parece, porque tenho a sensação que este mundo ainda está muito distante lá de casa e não consigo, eu tento entender mas não consigo, imaginar pais que acreditam que o melhor para seus filhos seja matriculá-lo em tudo que é curso para prepará-lo para o futuro.

Que futuro? Este louco a qual estamos envolvidos, que eu teimo terminantemente em lutar contra!

Eu me pergunto diariamente, porque? porque? as pessoas se sujeitam a regras e comportamentos que vão contra a nossa natureza.

Porque não valorizar o simples? Está em nossas mãos, não importa se "todo mundo faz". Eu posso ser diferente, eu posso respeitar o tempo da minha filha e deixá-la brincar, ela vai ter tempo para se preparar para o futuro, "há tempo de plantar e tempo de colher".

VAMOS PLANTAR EM NOSSOS FILHOS A VONTADE DE FAZER DIFERENÇA!

O que temos feito pela preservação do meio ambiente? O que temos feito pela moralidade na política? (pois é Renan Calheiros continua lá) O que temos feito por relações mais humanas?
NADA, NADA, NADA apenas muitos colocam seus filhos em atividades e mais atividades. Um dia eu e meu marido conversamos muito e fizemos uma opção pela famílias e foi uma mudança drástica, desde mudar para uma cidade que proporcionasse qualidade de vida, até ter posturas e valores de simplicidade (sem ser simplista) eu não preciso ser radical para ser simples.

Mas ter princípios que demonstre este modo simples de viver. Por isso optamos por uma escola que ajudasse transmitir isso à nossa filha, lá não existe competição, as aulas de educação física trabalha apenas com jogos cooperativos, os aniversários preparados pelos pais são proíbidos , os alunos vão até a cozinha preparar o bolo e o presente é confeccionado com material reciclado. Plantam e colhem verduras na horta, acompanham o nascimento dos pintinhos, alimentam os passarinhs ao ar livre.

Brincamos na rua e vivemos em um local onde os vizinhos se reunem e fazem ceias na rua mesmo, arrastamos fogão, improvisamos mesas e sentamos para conversar enquanto nossos filhos se divertem com brincadeiras como: taco (bets), pique esconde, "lá em cima do piano", trocam brinquedos e dão muitas risadas.
Aos domingos vamos à parques e andamos em meio a natureza. E agora dois domingos por mês eu vou fazer danças circulares (depois eu conto mais).

Enfim, é possível ainda neste mundo, fazer diferença, dizer NÃO, se preocupar menos com o "futuro profissional" de seu filho. Quer saber, garantir um bom futuro para seu filho é deixá-lo viver cadaa fase de sua vida em sua totalidade.
Por isso eu fiquei encantada com a campanha da Malwee "Zig Zig Zaa um compromisso Malwee com a infância" quem quiser saber mais clica aqui.
De agora em diante sempre que puder Melissa vai estar vestindo Malwee (e olha que não estou ganhando nada pela propaganda) como uma forma de dizer:

EU DEFENDO O DIREITO À INFÂNCIA, O BRINCAR E O SER FELIZ

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Por Mamãe Fabiana às 18:29 | | 1 Aqui também pode!



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